sexta-feira, 13 de julho de 2012

Senador apela por pequenos agricultores em reunião de líderes

Líderes de partidos da base do Governo estiveram reunidos com representantes do Governo nesta terça-feira, 10. O senador Wellington Dias (PT-PI) abordou três temas: o atendimento às vítimas da seca, endividamento de pequenos agricultores e o novo pacto federativo.
 
Para o senador, é inaceitável a morosidade do atendimento para os prejudicados pela estiagem na região Nordeste. “O governo deve liberar imediatamente os recursos que atendem aos projetos apresentados pelos governos estaduais que desde o início do ano já entregaram suas propostas para minimizar a calamidade em muitos municípios”, destacou o senador, que abordou o assunto também em plenário.
 
A região que envolve os estados do Piauí, Bahia, Pernambuco, Ceará e Parnaíba registra normalmente cerca de 200 milímetros de chuva durante o que seria o período chuvoso. Esse ano as chuvas foram tão irregulares que em muitos lugares as pessoas nem plantaram. “Já estamos chegando ao final do ciclo chuvoso e ainda não foi caracterizada nem uma semana completa de chuva. Desastre natural para a tradição do plantio de arroz, feijão, milho e pastagem, já ameaçando a falta de água para o consumo humano e também dos animais”, observou.
 
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou que vai liberar imediatamente os recursos necessários ao Ministério da Integração, especialmente Secretaria Nacional da Defesa Civil, integrada com Ministérios do Desenvolvimento Agrário e Social, para viabilizar o atendimento das famílias atingidas.
 
O senador também defendeu medidas imediatas em benéfico dos pequenos agricultores endividados por financiamentos bancários e que também foram prejudicados em decorrência da seca. “São agricultores que, pelo não reconhecimento de uma situação semelhante à atual - de irregularidades de chuvas - perderam suas produções e, em razão disso não conseguiram honrar seus contratos de financiamentos bancários. Agora, se veem numa situação em que não é possível retirar novos financiamentos, estão inadimplentes e pior, alguns com riscos de perder suas propriedades, suas casas, o que pode provocar um desarranjo social muito grande”, relatou o senador.
 
Guido Mantega também se comprometeu em fazer uma prorrogação desses financiamentos até dezembro deste ano, mas acatou a tese de que seja criado um Grupo de Trabalho que possa apresentar uma proposta definitiva. “Lembrei que boa parte desses financiamentos já constam no balanço dos bancos como recursos não recuperáveis e, portanto, é possível uma proposta de negociação que de vez dê solução. Uma simples prorrogação, como se vem fazendo ao longo do tempo, já se mostrou ineficiente”, observou Wellington Dias.
 
O pacto federativo foi o outro tema tratado na reunião. O governo federal aceitou trabalhar três propostas com prioridade, neste semestre, que é a regulamentação do comércio eletrônico (ou e-commerce); a Resolução 72 que trata da chamada guerra dos portos e fixa em 4% o valor a ser cobrado pela origem; e os encargos da dívida. “Com a Resolução 72, por exemplo, vamos ter uma regra estável, evitando o desequilíbrio de estados como o Piauí, que perde por ano cerca de R$ 200 milhões com o comércio eletrônico e chegando a quase R$ 300 milhões quando acrescida a tributação sobre importados”, afirma.
 
Sobre os encargos da dívida, Wellington Dias defende a adoção de um índice mais estável que a taxa Selic, o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor) utilizado para reajustes de salários e outros, além da redução dos próprios juros para um patamar máximo de 2%.
 
Wellington defendeu ainda a votação da regulamentação do Fundo de Participação dos Estados (FPE), garantindo uma regra proporcional à população e inversamente proporcional à renda. “Quanto menor a renda de um estado, maior a sua participação na divisão do FPE. Defendo também a aprovação paralela e em conjunto com o Fundo de Participação da regulamentação da divisão dos royalties do pré-sal”, finaliza.
 
Fonte: Site Sen Wellingotn Dias

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