Instituída
em 2007, a Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR) busca
reduzir as desigualdades entre as regiões brasileiras. Trata-se de uma
política pública para a consolidação do objetivo previsto no terceiro
artigo da Constituição: eliminar as disparidades sociais e econômicas
das diversas regiões do Brasil. As estratégias adotadas por essa
política devem ser convergentes também com os objetivos de inclusão
social, de produtividade, sustentabilidade ambiental e competitividade
econômica.
Igualdade não é vista como homogeneização, pois a PNDR pretende gerar
o acesso a oportunidades iguais de desenvolvimento, por meio da
exploração da diversidade apresentada pelo País e da ativação das
potencialidades de desenvolvimento das regiões. A PNDR criou
instrumentos para estimular a formação de capital fixo e social nos
territórios menos favorecidos, que impliquem a geração de emprego e
renda.
Recursos - A PNDR conta com recursos do Orçamento
Geral da União para ações e programas de desenvolvimento e com Fundos e
Incentivos Fiscais para o fomento do setor produtivo. Formulada no
âmbito do Ministério da Integração Nacional, a Política incorpora as
Agências Regionais de Desenvolvimento (Sudam, Sudene e Sudeco) e
reorienta os Fundos Constitucionais de Financiamento (FNO, FNE e FCO),
os Fundos de Desenvolvimento Regional (FDA e FDNE) e os planos e
programas de desenvolvimento regional.
A ação não se limita à alocação imparcial de recursos de origem
federal nos territórios, mas reconhece as desigualdades regionais em
múltiplas escalas de intervenção e orienta políticas e programas que
promovam o desenvolvimento territorial. Ou seja, os municípios
integrantes das microrregiões classificadas como de alta renda pela PNDR
recebem um percentual de recursos inferior à soma dos valores que
financiaram empreendimentos nos municípios integrantes das microrregiões
consideradas como de baixa renda, estagnada ou dinâmica.
Fonte: Site Sen Wellington Dias
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