segunda-feira, 23 de julho de 2012

Orçamento da União poderá ter emendas populares

Será votado nesta quinta-feira, 09, na Comissão Mista de Orçamento, o parecer preliminar do relator do Orçamento 2012, deputado federal Arlindo Chinaglia (PT-SP), que prevê uma inovação:  a apresentação direta de emendas populares pelos municípios com até 50 mil habitantes.
Considerado um avanço e uma aproximação do cidadão com o Governo federal, a apresentação de emendas populares pelos municípios ao Orçamento Geral da União pode injetar R$ 2,2 bilhões em obras para as cidades brasileiras. “É uma avanço que não pode ser desprezado. Tem que ser dada toda a atenção. Os pequenos municípios participam pouco das políticas nacionais. A emenda popular permite o acesso direto ao Orçamento e atende uma reivindicação antiga da sociedade”, observa a suplente do senador Wellington Dias (PT-PI), Regina Sousa, que está em Brasília para acompanhar a votação.
De acordo com o texto, as cidades poderão indicar uma emenda no valor de R$ 300 mil a R$ 600 mil, dependendo do tamanho da população, entre oito ações previamente determinadas no relatório, nas áreas de educação, saúde básica, infraestrutura urbana e sanitária, agricultura, prevenção de desastres e recuperação de estradas vicinais.
Para pleitear os recursos, as prefeituras e câmaras municipais terão que realizar audiências públicas e entregar a proposta inicialmente até o dia 23 de novembro. Os recursos serão repassados diretamente para as contas das prefeituras, caso elas sejam aceitas. Se na emenda não for indicada a área na qual os recursos devem ser investidos, a comissão vai direcionar o montante para a área de saúde.
Para atender aos 4.953 municípios brasileiros com menos de 50 mil habitantes, Chinaglia reservou R$ 2,2 bilhões. O valor é três vezes e meia menor que os R$ 7,7 bilhões destinados para as emendas individuais dos deputados federais. Cada parlamentar tem direito a R$ 13 milhões.
Relator sugere proatividade
O relator sugere que os prefeitos sejam mais proativos e corram atrás da liberação das emendas, caso elas sejam apresentadas e aceitas no Orçamento da União de 2012. “O prefeito precisa trabalhar, articular a liberação, não é automático”, diz.
O relator explica que caso não haja prazo para analisar as emendas enviadas pelos municípios, a Comissão Mista de Orçamento vai direcionar todos os recursos para a área de saúde. Ele lembra ainda que as câmaras e prefeituras são chamadas para organizar as audiências como “representação institucional”, mas que elas “não substituem o povo”.
Negociação
Para conseguir viabilizar a votação do seu parecer preliminar amanhã, o relator do Orçamento de 2012, Arlindo Chinaglia (PT-SP), anunciou hoje que vai incluir no texto uma emenda prevendo a negociação do governo com as centrais sindicais e as entidades representativas de um ganho real para os aposentados e pensionistas que recebem acima de um salário mínimo.
Chinaglia acabou cedendo após muita pressão dos aposentados. A emenda prevê ganho real aos aposentados no próximo ano, mas condiciona à negociação. Ou seja, não há garantia de que o reajuste acima da inflação seja realmente concedido até porque não foi reservado nenhum recurso do Orçamento para atender a esta demanda.
A votação do parecer preliminar está marcada para amanhã. Se o acordo for cumprido e o parecer aprovado, abre-se o prazo para emendas. O relatório final do Orçamento, onde deverá haver a decisão final sobre o reajuste para os aposentados, só deverá ser votado em meados de dezembro.

Fonte: Site Sen Wellington Dias

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