A presidenta Dilma Rousseff lançou nesta terça-feira (8/11) o programa Melhor em Casa,
com o objetivo de ampliar o atendimento domiciliar do Sistema Único de
Saúde (SUS). A meta do governo federal é que, até 2014, o programa tenha
mil equipes de atenção domiciliar e 400 de apoio atuando em todo o
país, informou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em entrevista
coletiva no Palácio do Planalto.
A expectativa é que os investimentos cheguem a R$ 1 bilhão, que serão
utilizados no custeio e manutenção dos serviços, como na compra de
equipamentos e remédios. Em 2011 já serão repassados R$ 8,6 milhões aos
estados e municípios.
Segundo o ministro, cada equipe multidisciplinar será formada
prioritariamente por médicos, enfermeiros, técnicos em enfermagem e
fisioterapeutas e poderá atender, em média, 60 pacientes por mês. O
objetivo é levar atendimento médico às casas de pessoas com necessidade
de reabilitação motora, idosos, pacientes crônicos sem agravamento ou em
situação pós-cirúrgica.
“Todos os municípios que tiverem cobertura do Samu e que tiverem uma
retaguarda hospitalar que tenha pelo menos 60 leitos e UTI – que esse é o
critério fundamental – poderão aderir ao Melhor em Casa”, destacou
Alexandre Padilha.
Outra novidade apresentada pelo ministro é a isenção da tarifa de luz
para pacientes do Saúde em Casa que precisarem de equipamentos que
necessitam de energia elétrica. Para ter direito à isenção total na
tarifa de eletricidade, a família deve estar inscrita no Cadastro Único
do governo federal para programas sociais. A isenção será pelo período
em que o paciente necessitar dos equipamentos.
SOS Emergências -- O governo lançou ainda uma ação
estratégica para melhorar a gestão e o atendimento nos 40 maiores
prontos-socorros brasileiros. Inicialmente, o SOS Emergências será
implantado em 11 hospitais que possuem mais de 100 leitos, tem
pronto-socorro e realizam grande número de internações e atendimentos
ambulatoriais por dia.
Cada um desses hospitais receberá, anualmente, R$ 3,6 milhões do
Ministério da Saúde para custear a ampliação e qualificação da
assistência da emergência. Também poderão receber individualmente até R$
3 milhões para aquisição de equipamentos e realização de obras e
reformas na área física do pronto-socorro.
“Sabemos que ofertar o alívio imediato ao sofrimento pode ser
decisivo para a vida da pessoa e, por isso, essa é uma ação inovadora.
Mapeamos as principais urgências do país, pela importância da rede,
atendimento, cobertura da população e o fato de serem decisivos no
momento mais crítico de salvar uma vida”, enfatizou o Ministro da Saúde,
Alexandre Padilha.
O SOS Emergências deverá funcionar articulado com os demais serviços
de urgência e emergência que compõem a Rede Saúde Toda Hora, coordenada
pelo Ministério da Saúde e executada pelos gestores estaduais e
municipais em todo o país. Esses serviços englobam o SAMU 192, UPAS 24
horas, Salas de Estabilização, serviços da Atenção Básica e Melhor em
Casa.
Fonte: Site Sen Wellington Dias
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