segunda-feira, 28 de maio de 2012

Piauí recebe 90 retroescavadeiras do PAC 2

O Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) entregou 90 retroescavadeiras a 94 municípios do Piauí nesta sexta-feira (25), em Teresina. As máquinas, destinadas a contribuir com o fortalecimento da agricultura familiar, irão beneficiar mais de 500 mil moradores da zona rural do estado. O secretário nacional de Reordenamento Agrário, Adhemar Almeida, representou no evento o ministro Pepe Vargas, que passou o dia reunido com a presidenta Dilma Rousseff e outros ministros tratando do Código Florestal. O MDA investiu mais de R$ 16 milhões na compra do maquinário.

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O secretário do MDA falou sobre a importância das máquinas para o Piauí, que conta com mais de 220 mil estabelecimentos da agricultura familiar, os quais representam 90% do total de estabelecimentos agropecuários do estado. “A agricultura familiar é um modelo de produção que permite a sustentabilidade”, ressaltou. Os equipamentos serão usados na construção e recuperação de estradas vicinais e na abertura de barragens, para amenizar os impactos causados pela seca.

Membro da direção estadual do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Claudimir Gularte Vieira afirmou que esta ação do MDA é mais um instrumento de empoderamento da agricultura familiar. “Esse ato do governo federal é a prova da força da agricultura familiar e camponesa nesse estado. As máquinas vão contribuir para o escoamento da produção, escavar áreas alagadas, e, inclusive, enfrentar a seca”, destacou.

O prefeito de Regeneração e presidente da Associação dos Prefeitos do Médio Paranaíba (Ampar), Eduardo Alves, comentou que muitas prefeituras não têm recursos para comprar ou alugar retroescavadeiras. “Essas máquinas vão nos ajudar a resolver problemas com as estradas e com a construção de açudes”, explicou.

Também estiveram presentes no evento o secretário nacional de Desenvolvimento Territorial do MDA, Jerônimo Rodrigues, e o presidente do Incra, Celso Lacerda, que participaram da entrega simbólica das chaves das retroescavadeiras a cinco prefeitos piauienses, cada um deles representando um dos cinco Territórios da Cidadania daquele estado – dois estão incluídos nas ações do Plano Brasil sem Miséria.

Desde dezembro do ano passado, o MDA já entregou 574 retroescavadeiras a 592 municípios de 11 estados brasileiros. Neste primeiro momento, serão entregues 1.275 máquinas a 1.299 municípios, ao custo total de R$ 211,83 milhões. A ação deve beneficiar uma população rural de 8,8 milhões de pessoas. Recentemente, a presidenta Dilma anunciou a doação de retroescavadeiras para mais 3.591 municípios de até 50 mil habitantes, e de mais 1.330 motoniveladoras.

 
Mutirão
Além das máquinas, o MDA levou para o evento um mutirão de documentação da trabalhadora rural. Trabalhadoras da região tiveram a oportunidade de tirar documentos civis, trabalhistas e previdenciários, como carteira de identidade, CPF e certidão de nascimento.

 
Fonte: Ministério do Desenvolvimento Agrário

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Piauí reduz em 78% o número de casos graves de dengue

O número de casos graves de dengue no Piauí caiu 78% nos quatro primeiros meses de 2012, em comparação com o mesmo período do ano passado. Foram registrados até o momento, 11 casos contra 49, em 2011. Entre janeiro e abril de 2011, foram registrados dois óbitos. Em 2012, no mesmo período, ocorreram três mortes no Estado.No País, o número de óbitos por dengue caiu 84% nos quatro primeiros meses de 2012 em comparação ao mesmo período de 2010. Enquanto naquele ano foram registradas 467 mortes pela doença entre janeiro e abril, o primeiro quadrimestre deste ano teve 74 óbitos. Os dados são de balanço feito pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, nesta quinta-feira (17), em Brasília.

“Esses resultados expressivos só reforçam o trabalho do ministério em parceria com os municípios e as secretarias estaduais nas ações no período fora da epidemia, que foram pactuados no ano passado. Os planos por incentivo de desempenho, a checagem pelo LIRAa, o acompanhamento do plano de contingência e as visitas aos estados contribuíram efetivamente para a organização mais eficiente da rede de assistência do SUS”, analisou Padilha.

Ele disse ainda que “o ministério considera um crime contra a saúde pública qualquer paralisação das atividades de combate à dengue por causa das atividades eleitorais. O segundo semestre é fundamental para a mobilização no combate à doença. É o momento de estruturar os serviços de saúde, capacitar profissionais e organizar as ações de vigilância”, reforçou.

O balanço da dengue em 2012 revela outros índices positivos no combate à doença. Houve diminuição de 91% nos casos graves da doença, que passaram de 11.845 em 2010 para 1.083 registros em 2012. Já o número total de casos teve retração de 58% - foram 286.011 casos da doença em 2012, contra 682.130 em 2011. Confira a apresentação.
 O ministro destaca o conjunto de ações do Ministério da Saúde, em parceria com estados e municípios, como fatores para a redução da doença. Exemplo disso é o repasse de R$ 92 milhões repassados a 1.158 municípios, como adicional de 20% aos recursos regulares, com foco na qualificação das ações de prevenção e controle. O Ministério da Saúde aprovou 41 projetos municipais contra dengue, que garantiram ao Piauí um adicional de R$ 1,6 milhão contra a doença. “Com esse recurso, os gestores ganharam maior capacidade para aprimorar as ações, priorizando o controle de vetores, a vigilância epidemiológica e para promover uma organização mais eficiente da rede de assistência do SUS”, acrescenta Padilha.
 O repasse de verba garantiu ainda o abastecimento regular aos estados e municípios de insumos estratégicos como os kits de diagnóstico e aquisição de inseticidas para o controle do mosquito Aedes aegypti. Foram adquiridos cerca de sete mil kits suficientes para 640 mil exames, 2,5 milhões de quilos de larvicidas e 350 mil litros de adulticidas (fumacê).

Outra ação foi o investimento em atividades de mobilização da população, através da campanha “Toda hora é hora de combater a dengue”, além da distribuição aos municípios de 450 mil cartazes com orientações sobre a classificação de risco do paciente. Também foi incrementado o esforço de capacitação dos profissionais de saúde.

SITUAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA - Dez estados concentram 81,6% (233.488) dos casos notificados em 2012 - Rio de Janeiro (80.160), Bahia (28.154), Pernambuco (27.393), São Paulo (19.670), Ceará (17.205), Minas Gerais (14.006), Mato Grosso (13.802), Tocantins (11.589), Pará (11.223) e Rio Grande do Norte (10.286).

Já os dez municípios com o maior número de casos no período foram: Rio de Janeiro (64.675), Fortaleza (10.156), Recife (6.343), Palmas (4.706), Cuiabá (4.460), Goiânia (4.128), Natal (3.779), Itabuna (3.088), Aparecida de Goiânia (3.022) e Teresina (3.000). Considerando a incidência (calculada na proporção de um caso a cada 100 mil habitantes), os três municípios com as maiores taxas registradas foram: Palmas (2.494,7), Itabuna (1.445,3) e Rio de Janeiro (1.045,4), respectivamente.

CIRCULAÇÃO VIRAL– No país circulam quatro tipos de vírus da dengue. Em 2012, os tipos DENV 1 e DENV 4 foram os mais comuns, com 59,3% e 36,4%, respectivamente. Foram avaliadas 2.098 amostras positivas.

No entanto, essa distribuição apresenta variações entre as cinco regiões brasileiras. No Norte o percentual de 85,5% e no Nordeste registrou-se 81,5% de predomínio do DENV 4. Já nas regiões Centro-Oeste e Sul o DENV 1 circulou com maior predominância (53,3% e 83,8%). Já no Sudeste há equilíbrio entre os dois sorotipos - 46,8% de DEN 1 e 49,7% de DEN 4.

“É importante reforçar que não existe um tipo viral mais agressivo, mas a exposição da população a diversas infecções pelo vírus da dengue ao longo dos últimos anos constitui-se em um fator de risco adicional para a ocorrência das formas mais graves da doença, explica o Secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa.


Fonte: Ministério da Saúde

terça-feira, 15 de maio de 2012

Piauí terá remédio de graça para asma em 80 farmácias populares

O Ministério da Saúde incluirá, a partir de 4 de junho, no programa Saúde Não Tem Preço, três medicamentos para asma de forma totalmente gratuita à população. São eles: brometo de ipratrópio, dirpoprionato de beclometasona e sulfato de salbutamol (ver quadro ao final). No Piauí, 80 farmácias, entre públicas e particulares,  distribuirão os medicamentos. Além disso, o ministério vai ampliar seu programa de distribuição de suplementos nutricionais: dose de vitamina A para crianças de 6 meses a 5 anos de idade; e de sulfato ferroso para crianças de 6 a 18 meses em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) do país.

As medidas fazem parte do programa Brasil Carinhoso, lançado, nessa segunda-feira (14), pela presidenta Dilma Rousseff, cujo objetivo é tirar da miséria crianças de 0 a 6 anos de idade. A expectativa do ministério é que as ações tenham impacto positivo na saúde infantil: redução dos casos de anemia na primeira infância em 10%, de deficiência de Vitamina A em 5% ao ano; e diminuição do número de internações por asma.

A asma está entre as principais causas de internação entre crianças de até 6 anos. Em 2011, do total de 177,8 mil internações no Sistema Único de Saúde (SUS) em decorrência da doença, 77,1 mil foram de crianças de 0 a 6 anos. Só no Piauí, de 9.714 pessoas internadas pela doença, 3.023 eram crianças  nesta faixa etária. Já o número de internações por anemia foi de 71.534 no país em 2011, e de 1.912 no estado – desses, 235 eram crianças de até 6 anos.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou a importância da inclusão dos medicamentos e suplementos no programa. “Estamos dando um passo importante para reduzir o número de internações e de óbitos que ainda existem. Não só estamos salvando vidas, como também estimulando o desenvolvimento da criança”, disse.

SAÚDE NÃO TEM PREÇO – Além de já ter acesso a 11 medicamentos para hipertensão e diabetes nas 554 farmácias populares da rede própria (administradas e montadas pelo governo) e 20.374 da rede privada, a população poderá retirar mais três medicamentos para asma, em dez apresentações. No Piauí, são 80 farmácias que distribuirão o medicamento.

Os medicamentos incorporados já fazem parte do elenco do programa Farmácia Popular, ou seja, são ofertados à população com até 90% de desconto nas unidades da rede própria e privada. Com a inclusão deles no Saúde Não Tem Preço, o valor de referência (estabelecido pelos laboratórios produtores) será mantido e o governo assumirá a contrapartida que era paga pelo cidadão.

A incorporação ampliará o orçamento atual do Saúde Não Tem Preço em R$ 30 milhões por ano. O orçamento de 2012 do programa, sem contar os valores previstos para cobrir os custos com a inclusão dos medicamentos para asma, é R$ R$ 836 milhões.

A gratuidade deve beneficiar até 800 mil pacientes por ano no país.  Hoje, o programa Farmácia Popular atende 200 mil pessoas que adquirem medicamentos para o tratamento de asma anualmente. A estimativa do ministério é que, com a gratuidade, este número possa quadruplicar – como ocorreu com os medicamentos para hipertensão e diabetes após um ano de lançamento da gratuidade pelo programa Saúde Não Tem Preço, iniciado em fevereiro de 2011.

A inclusão dos medicamentos para asma aconteceu porque, após a gratuidade da hipertensão e diabetes, foi percebido que a venda dos medicamentos para asma foi a que mais apresentou crescimento nas farmácias populares, chegando a 322% de aumento entre fevereiro de 2011 e abril de 2012.

Além disso, a asma está entre as doenças crônicas não transmissíveis, importante do ponto de vista epidemiológico e foco de ações estratégicas por parte do Ministério da Saúde desde o ano passado, com ações previstas no “Plano de Ações Estratégicas Para o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) no Brasil, 2011-2022”.

SUPLEMENTOS – O Ministério da Saúde vai investir R$ 30 milhões para ampliar seu programa de distribuição de suplementos nutricionais. Para distribuir a dose de vitamina A para crianças de seis meses a 5 anos de idade serão usadas as campanhas de vacinação em 2.755 municípios. A meta é ampliar, até 2014, a distribuição a todas as cidades brasileiras. A iniciativa vai garantir ainda acesso ao sulfato ferroso em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) do país para crianças de seis a 18 meses.

Fonte: Ministério da Saúde